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O Trânsito de Bady Bassitt

Publicada em: 09/11/2025 23:42 -

Quando ando pelas ruas de Bady Bassitt com meu carro, fico impressionado com o que vejo. São cenas que parecem do arco da velha, motoristas e motociclistas fazendo manobras que fogem completamente da lógica e do bom senso. Situações que mostram como ainda falta muita consciência e respeito no trânsito da nossa cidade.

 

Na Rua Camilo de Moraes, por exemplo, no cruzamento com a Rua Miguel Lúcio Lima, é comum ver motoristas tentando levar vantagem, entram pela direita, formam fila dupla e travam o fluxo de quem está corretamente aguardando ou de quem pretende entrar à direita. Há até quem insista em virar à esquerda, o que é proibido. Falta paciência e sobram atitudes egoístas.

 

Outro ponto preocupante é o desrespeito às faixas de pedestres, especialmente nas lombadas. Embora a prioridade seja sempre do pedestre, algo que todos deveriam saber, poucos motoristas realmente obedecem essa regra. A exceção costuma ser quando há semáforo no local, pois, diante da luz vermelha, a parada se torna obrigatória. Isso mostra que, muitas vezes, o respeito não vem da consciência, mas do medo de ser multado.

 

As motocicletas também são um caso à parte. Muitos motociclistas trafegam em alta velocidade entre os carros, fazendo corredores perigosos. A qualquer momento, um veículo pode virar à esquerda ou à direita, e o resultado pode ser trágico. Na frente do Posto Chinão, onde há uma lombada para facilitar a entrada e saída, é frequente ver motos ignorando completamente a sinalização e passando em alta velocidade por trás dos carros, surpreendendo quem está saindo do posto. Já houve várias situações em que quase ocorreram acidentes, especialmente com veículos que sobem em direção ao centro.

 

Outro ponto de desorganização é o entorno do supermercado, onde ainda há motoristas saindo pela entrada de carga e atrapalhando quem vem da rotatória. E, na entrada da cidade, o problema se repete nos horários de pico, muitos cortam a fila e acabam entupindo a rotatória, impedindo o fluxo normal dos veículos. O mais impressionante é que tudo isso acontece por causa de uma pressa desnecessária, como se cinco minutos a mais fossem causar um grande atraso na vida de alguém.

 

Essas atitudes refletem não apenas a falta de educação no trânsito, mas também a falta de empatia. Quando um motorista tenta se dar bem, ele está na verdade, prejudicando dezenas de outros. O trânsito é um espaço coletivo, e a harmonia só existe quando há respeito mútuo.

 

É hora de mudar essa mentalidade. Precisamos entender que o trânsito não é uma disputa, e sim uma convivência. Cada um fazendo a sua parte, respeitando as leis e o próximo, já seria o suficiente para melhorar muito a circulação na cidade.

 

Bady Bassitt pode, sim, ser referência em civismo e respeito. Mas isso depende de pequenas atitudes, esperar a sua vez, respeitar o pedestre, não furar fila e pensar no bem comum.

A mudança começa no volante, e começa em cada um de nós.

 

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